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TRABALHO ESCRAVO: O RECORDE QUE PRECISAMOS ERRADICAR 


Data de Publicação: 28 de janeiro de 2026


O Brasil atingiu um patamar alarmante. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania revelam que 2025 registrou o maior número de denúncias de trabalho escravo da história desde o início da série em 2012.
Foram 4.515 denúncias, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. O Rio de Janeiro, infelizmente, segue entre os estados com maior número de registros.

O que os dados nos dizem? 
O setor urbano (como a construção civil) já representa 30% dos casos. No campo, cultivos de café e cebola ainda concentram muitas ocorrências. O perfil das violações inclui jornadas exaustivas, servidão por dívida e condições degradantes.

Qual o papel da Psicologia nessa luta? 
A Psicologia é um compromisso ético-político com os Direitos Humanos. Não há saúde mental onde não há dignidade. Nosso papel fundamental é: Atuar no acolhimento e escuta qualificada das vítimas; Fortalecer as políticas de assistência social (SUAS) para romper o ciclo de vulnerabilidade; Combater a desumanização e os impactos subjetivos da exploração. Precisamos transformar recordes de denúncias em recordes de erradicação. 

O CRP-RJ reafirma seu compromisso na luta por um trabalho digno e pelo fim de qualquer forma de exploração análoga à escravidão.

Além disso, o CRP-RJ, com parceria do projeto Ação Integrada da Cáritas, Ministério Público e do Sindicato das Domésticas, publicou um material orientativo sobre o tema “Cartilha de Orientação para o atendimento a mulheres escravizadas no âmbito doméstico”, disponível no link https://www.crprj.org.br/uploads/revista/6564/uZkBFEWwDzZBMZBDshOm8Df8cGBiZRXu.pdf

#DescriçãoDaImagem: card com fundo bege, contendo figura de uma mão direita negra e nela um grilhão rompido, logo do CRP-RJ e texto: Dia Nacional de combate ao trabalho escravo, 28 de Janeiro.



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